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Sindjus/AL trata de mudança de horário com presidente do TRT 

O Sindjus/AL se reuniu com o presidente do Tribunal Regional do Trabalho, desembargador federal do Trabalho, Severino Rodrigues dos Santos, para tratar da mudança do horário do órgão a partir de janeiro de 2014.

O encontro aconteceu, no dia 6 de junho, no prédio-sede do TRT, e contou com a participação da Asstra XIX e da Amatra XIX, representada pelo juiz do Trabalho Fernando Antônio da Silva Falcão. Do Sindjus/AL, estiveram presente os coordenadores Jurídicos Paulo Falcão e Malu Gonzaga.

Na reunião, o diretor geral do TRT, Guilherme Falcão, esclareceu que a administração pretende unificar o horário de trabalho de todos os servidores e implantar o ponto eletrônico. Segundo ele, atualmente há uma variação de horário para a jornada de sete horas diária.

O diretor Geral disse que o Tribunal irá fazer uma pesquisa com três opções de horários para os servidores escolherem pela internet. Destas, duas opções serão no horário da manhã e a outra no horário da tarde. O diretor Geral disse que após a pesquisa, irá formular um documento que será entregue ao Pleno do Tribunal para decisão.

Jornada de seis horas

O coordenador Jurídico, Paulo Falcão, destacou a autonomia e independência garantidas pela Constituição Federal aos Tribunais Regionais do Trabalho no sentido de que a administração adotasse a jornada de seis horas diárias. Citou a conquista no TRE/AL, onde os servidores daquele órgão estão trabalhando seis horas diárias. “Se o TRT de Alagoas adotasse as seis horas seria uma referência positiva para o Brasil”, afirmou. Guilherme Falcão alegou que o TRE não tem o atendimento externo ao público como o TRT.

O coordenador do Sindjus/AL também destacou a preocupação com a realidade de cada servidor e suas necessidades, citando o caso do servidor que estuda no horário da manhã ou da tarde. O diretor disse isso situação isolada que será respeitado o horário.

Assembleia

Paulo Falcão disse que irá realizar uma assembleia setorial com os servidores do TRT para discutir a situação com a categoria, a qual poderá apresentar uma outra alternativa, além das três propostas da administração.

O presidente do TRT não achou necessário a realização da assembleia por conta da pesquisa. Paulo Falcão destacou que é importante o diálogo com as entidades, mas que nada impede que o sindicato mostre para a sua base que está negociando com a administração e que ela poderá optar. Ressaltou que a pesquisa não dialogo com a categoria.

Teletrabalho

O diretor Geral do TRT disse que o Teletrabalho é uma realidade e informou que nas unidades estão sendo liberadas até 30% do pessoal para o trabalho em casa. De acordo com ele, para o servidor é melhor porque não tem problema de deslocamento, além dele poder estar mais tempo com a família.

Paulo Falcão questionou, informando que o Teletrabalho irá isolar o trabalhador, separá-lo dos colegas, além de exigir mais produção, e a irá usar sua energia elétrica e seus equipamentos eletrônicos.

Requisições

Paulo Falcão indagou a administração sobre a perspectiva de o Tribunal devolver requisitados e questionou o pagamento do salário de requisitado pelo órgão de origem mais a função comissionada de 65%,. Disse que isso gera despesa para o Tribunal e desmotiva o servidor do quadro. “Isso é uma imoralidade. Por conta da redução da função, o Tribunal tem a obrigação de pagar o valor do cargo efetivo do Estado e do município”, disse, reforçando que as funções sejam destinadas aos servidores do quadro para valorizar a categoria. "Esperamos que a administração não pague o cargo de origem para forçar esses servidores retornarem aos seus cargos de origem".

O sindicalista também informou que sindicato e a Federação irão entrar com medidas judiciais contra isso. O presidente do TRT disse que não está requisitando servidor, acrescentando que não poderá devolver os que o Tribunal dispõem. Ele alegou carência de pessoal.