Fala se de...

   Marcio Kogan
   Fala se de Cozinha
   Sem medo dos vazios, o arquiteto Wellington Gadelha apresenta uma arquitetura pautada no uso pleno dos espaços.
   IBGE: diferença salarial entre gêneros aumenta conforme grau de escolaridade
   Tribunais reenquadram em novembro, mas não asseguram data para atrasados
   Sindjus/AL trata de mudança de horário com presidente do TRT

Próxima Página


IBGE: diferença salarial entre gêneros aumenta conforme grau de escolaridade 

Quanto mais elevado o grau de escolaridade das mulheres no mercado de trabalho, maior a diferença salarial na comparação com os homens. Os dados estão na Síntese de Indicadores Sociais – Uma análise das condições de vida dos brasileiros, divulgada nesat sexta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A partir dos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) 2012, o estudo revela que em 2002, o rendimento das mulheres era equivalente a 70% do rendimento dos homens. Dez anos depois, em 2012, a relação passou para 73%. No grupo com 12 anos ou mais de estudo, o rendimento feminino cai para 66% da renda masculina. "No caso das mulheres, a gente identifica que, à medida em que avança a escolaridade, a desigualdade de rendimento entre homens e mulheres aumenta", explica a pesquisadora do IBGE, Cristiane Soares.

Para os jovens de 15 a 17 anos de idade, o percentual dos que frequentavam escola foi de 84,2%, proporção um pouco superior à observada em 2011 (83,7%). Este número era de 81,5% dez anos antes da pesquisa Leia mais Leonardo Soares/UOL

Outro destaque é a ocupação dos cargos gerenciais. A pesquisadora do IBGE ressalta que o acesso de mulheres com 25 anos ou mais aos cargos de direção ficou em 5% para as mulheres e 6,4% para os homens. "Mesmo em setores em que as mulheres são maioria, como os setores de saúde, educação e serviços sociais, há uma desigualdade maior entre homens e mulheres". Nessas áreas, o rendimento das mulheres em cargo de chefia corresponde a 60% do rendimento dos homens.

Os dados revelam também que as mulheres ainda são maioria na ocupação de trabalhos precários e não remunerados, o que diferencia os gêneros na inserção no mercado. "Comparando a jornada entre homens e mulheres, a gente trabalhou a questão do rendimento-hora, justamente porque a mulher tem uma jornada um pouco inferior à dos homens no mercado [formal]."

Uol