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Sem medo dos vazios, o arquiteto Wellington Gadelha apresenta uma arquitetura pautada no uso pleno dos espa√ßos. 

Diz o ditado que a paixão move as pessoas e com Wellington Gadelha a história não poderia ser diferente. De origem humilde, Wellington traz na bagagem o cuidado com o outro e com o bem-estar social que aprendeu desde cedo, essência essa refletida em suas obras e no seu modo de pensar a arquitetura. Desenhista industrial, designer de interiores, arquiteto e urbanista, esse cearense prioriza o que acha correto em todo projeto que faz. No caso, a sustentabilidade, a acessibilidade e a funcionalidade. Premissas em que acredita
desde antes de "fazerem parte desses novos debates da arquitetura atual", diz ele. Do urbanismo, defende o equilíbrio com as demais áreas da ambientação
para permitir possibilidades de criar espaços de convivência em que as pessoas possam entrar em contato com a natureza e com elas mesmas.
Aos 35 anos, relembra sua trajet√≥ria feita com muita dedica√ß√£o e amor, tendo sempre em mente que o diferente se sobressai e que reinventar √© preciso. O primeiro contato com o desenho foi ainda na inf√Ęncia, quando confeccionava carrinhos com caixas de papel√£o. O dom de criar foi o ponto de partida para a primeira faculdade, a de Design Industrial. Em
seguida, o profissional passou uma temporada na Su√©cia, onde fez cursos e trabalhou na √°rea. Foi desse pa√≠s escandinavo que surgiu o interesse ‚Äď ou at√© mesmo a paix√£o ‚Äď de se aprimorar na arte do design e da constru√ß√£o, al√©m dos ensinamentos aplicados tamb√©m na vida, como a organiza√ß√£o, a otimiza√ß√£o do tempo, a tranquilidade para o dia a dia e o respeito pelo profissional. Assim, a pr√≥xima parada ao voltar para o Brasil foi o curso de Design de Interiores. Mesmo com essa bagagem, Wellington achava que era pouco. "Eu precisava ter um curso mais preciso. Porque eu n√£o queria s√≥ decorar, eu queria tamb√©m projetar os espa√ßos que eu fazia. Ent√£o eu fui cursar arquitetura. E me formei como arquiteto para poder executar", explica. O gosto pelos tra√ßos simples e a prefer√™ncia por uma est√©tica funcional em que as pessoas possam viver plenamente nos espa√ßos s√£o sua marca registrada, nunca esquecendo do respeito e da sinceridade para com o cliente. "E quando voc√™ tem essas regras, tudo flui naturalmente. Tudo d√° certo", resume ele, em uma dica valiosa de profissionalismo e delicadeza.